peach cobbler loaf
2 weeks ago
Após tanto tempo sem aparecer e sem dizer nada finalmente comecei novamente a produzir. Uma experiência de apendicite aguda conseguiu tirar-me a vontade de tudo - até de costurar! Por isso, durante cerca de três semanas a máquina de costura esteve simplesmente a apanhar pó.... Quebrei o ciclo com o aniversário da minha sobrinha Marta (que fez 4 anos) e resolvi fazer-lhe uma mochila e um estojo com um tecido de oleado do Hello Kitty que trouxe do Japão e que estava à espera da oportunidade ideal para se transformar em algo útil. Não há nada mais simples do que esta mochila (30cm x 30 cm) que é um simples quadrado.
Mas, após 3 semanas de ausência não fui a única que comecei a produzir. No nosso terraço já se veêm os pimentos e os tomates a quererem aparecer. Estou desejosa de fazer uma saladinha muito caseira.... a juntar à festa, o João (o meu marido) não desiste da ideia de uma grelhador (porque é preciso peixe para acompanhar a salada) e estamos inclinados para este aqui. Dava-nos era jeito que o Verão durasse mais uns meses....
O kit da Teresa....
O kit da Patricia...
E o kit da Francisca...
Sardinhas assadas são boas em qualquer altura do ano, principalmente quando são feitas pelo meu pai que gere a peixeira com pulso de ferro. Na verdade, acreditamos seriamente que a senhora o trata por Dr. e à minha mãe por Dona, porque embora a minha mãe seja dona de muita coisa, o meu pai lhe fala num tom de voz/ameaça que não deixa margem para dúvidas de que ele é mesmo director de algo e só um "Dr." fala assim.
Resolvemos começar a aproveitar mais os fins de semana e esquecer o sofá. No fim-de-semana que passou tivemos de ir a casa dos meus avós (leia-se Carrascal, uma aldeia perto de Cardigos, que nem sequer igreja tem. O que no Portugal mais tradicional é o mesmo que dizer que é uma aldeia mesmo muito pequena!). Quando era eu própria era pequena (não que agora seja muito grande...) lembro-me de os meus avós irem à missa a uma aldeia muito pertinho, os Vales. Enquanto a minha avó ia mesmo à igreja, o meu avô, juntamente com os outros homens, ficava na rua a conversar. Por outras palavras, era o momento social da semana. Uma fatia mínima da semana em que era proibido trabalhar e permitido dar à língua.
À vinda para Lisboa ainda tivemos tempo de ir ao Sardoal, uma povoação já perto de Abrantes e muito maior que a terra dos meus avós. Na verdade, tem uma Câmara Municipal, uma Biblioteca e até um Centro Cultural. Digamos que é quase um oásis, megacomplexo, de cultura e lazer. De visitar é a Igreja do Mosteiro da Nossa Senhora da Caridade, um templo do antigo convento franciscano, com galilé arqueada e fachada com um nicho ladeado por dois bustos. Dignos de destaque são os altares com talha do séc. XVIII e as pinturas e arcazes da sacristia. Mas também a Igreja Matriz e até porque não dar uma volta pelo pelourinho. Digno de nota é que o meu pai nasceu em pleno concelho do Sardoal, mais precisamente em Santiago de Montalegre.